segunda-feira, 14 de abril de 2008

1º DE MAIO DE 2008

Dia de relembrar as Lutas dos Trabalhadores e
Trabalhadoras por um mundo melhor com emprego de qualidade

O 1º de maio foi escolhido em homenagem à greve geral, que aconteceu nesta data em 1886, em Chicago. Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.

Muitos foram os que tombaram na luta por um mundo melhor, do massacre de Chicago aos dias de hoje, um longo caminho de lutas históricas foi percorrido. Muito se conseguiu, mas ainda temos muito pelo que lutar e conquistar em busca de um mundo melhor com mais empregos e qualidade de vida. O nosso País ainda tem a 2ª maior jornada de trabalho do mundo, e devido a má remuneração trabalha-se além da jornada, com excesso de horas extras, o que impede o convívio com a família e demais atividades cotidianas, como o lazer, espiritualidade, etc. São mantidas altas taxas de juros e imensa carga tributária, que inibe a produção, encolhe a renda do trabalhador e causa o desemprego.
 
A luta de hoje, como a luta de sempre, por parte dos trabalhadores é histórica e torna-se mais efetiva, com maiores possibilidades de vitória, quando travada nos momentos, como o atual, de crescimento da economia e dos salários, quando as empresas prosperam. Reduzir a jornada é um ato de solidariedade com os que estão desempregados, garante mais tempo livre para os trabalhadores dedicarem-se às famílias, ao estudo, à qualificação profissional, ao descanso e ao lazer, especialmente às mulheres trabalhadoras, submetidas à dupla jornada de trabalho. É amplamente reconhecida a estreita relação da redução da jornada com a diminuição dos acidentes de trabalho e das doenças ocupacionais.
 
A hora é agora, precisamos unir forças. Queremos salário digno, pois essa é a forma verdadeira de distribuir renda neste país, a redução da jornada de trabalho sem redução do salário, aliada ao fim das horas extras e do mecanismo de banco de horas, poderá gerar cerca de 2,85 milhões de empregos. Queremos reforma agrária ampliada, com política de melhora das condições de vida do homem no campo e fortalecimento da agricultura familiar, saúde pública de qualidade, acesso a educação gratuita, moradia, saneamento básico e a ratificação das convenções 151 (direito de negociação coletiva dos funcionários públicos) e 158 (que proíbe a demissão imotivada).
 
Queremos uma reforma tributária que busque o caminho para um Brasil mais justo: desonerando os trabalhadores, onerando os donos de grandes fortunas e ainda a tributação das grandes heranças, com crescimento econômico conjugado à distribuição de renda e a políticas de igualdade e oportunidades.
 
Queremos uma reforma política, pois é preciso restaurar a ética e a dignidade, porque as instituições têm a cara do povo. Somos o Brasil, somos Bocaiúva. Não nos pode faltar a indignação, o grito e atitudes por mudanças. É preciso rever os critérios que utilizamos para escolher aqueles em quem votamos. É preciso avaliar desempenho e trajetória. É preciso que a sociedade deseje que a justiça realmente aconteça. É preciso que sejamos senhores de nossa história, e que não aceitemos as decisões de políticos, juízes, promotores e administradores corruptos que em favor de interesses pessoais acabam por prejudicar a população. Temos que acreditar que ainda é possível sonhar e reescrever a história com fé, coragem e esperança, para construir uma nação independente e justa. Um país que seja a cara e o orgulho dos brasileiros. Este ano é ano eleitoral, por isso, na hora de votar pense muito bem, avalie; e sem paixões cegas, escolha aqueles que realmente podem administrar em favor de todos. Depois das eleições temos o péssimo hábito de reclamar dos políticos, nossos governantes. Os políticos não se elegeram; fomos nós que votamos neles. O político não faz concurso, ganha votos: o seu, o meu! Pense Nisso.
 
Delson Oliveira
Presidente
SIMDBOC/FMETALMG

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