terça-feira, 5 de julho de 2011

Bons negócios no 1º semestre

Mesmo com medidas para conter o consumo, Minas extrapola a marca de um veículo emplacado por minuto e fecha o primeiro semestre com o mercado automobilístico aquecido em relação aos demais estados. No comparativo entre o primeiro semestre e igual período do ano passado, houve crescimento de 16,16% na venda de carros, motos, ônibus e caminhões, segundo dados do Sindicato dos Concessionários e Distribuídores de Veículos de Minas Gerais (Sincodiv-MG). Numa tendência mais moderada, dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) apontam crescimento médio nacional de 10,36%, ou seja, nos municípios mineiros o aumento foi quase seis pontos percentuais maior que a média do país.
A expectativa, no início do ano, era que o mercado mineiro crescesse 8%, mas o registrado é mais que o dobro e a curva histórica mostra que o segundo semestre será ainda mais aquecido. Nos primeiros seis meses do ano, em Minas, foram regularizados 306.830 ante 264.136 no mesmo período do ano passado.
Com o crescimento no início do ano e as medidas para conter a inflação, a expectativa do Sincodiv-MG é de estabilização nos próximos seis meses. "Para que fosse mantida a previsão de janeiro, seria preciso queda nas vendas de todos os meses. Mas não acredito nesse decréscimo", afirma o presidente do sindicato, Mauro Pinto de Moraes Filho. Numa avaliação do cenário nacional, ele explica que o mercado nordestino demanda um crescimento maior, por causa do déficit de automóveis, enquanto, em São Paulo, acontece o contrário. Lá, o mercado está mais consolidado, superando a marca de um veículo por dois habitantes e, por isso, a tendência é de estabilização.
No comparativo entre os meses de maio e junho, a média nacional de vendas no varejo apresentou queda de 4,81%. Em Minas, a redução foi um pouco mais moderada, caindo apenas 1,24%. Em maio, foram 56.718, contra 56.015 no mês passado. "O crescimento moderado, sem grandes variações, que acompanha a evolução da economia, é salutar para o país e para o setor", segundo o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze. Um dos pontos apontados para a retração das vendas nacionais é que o mês passado teve um dia útil a menos, em comparação ao anterior.

Nenhum comentário:

Postar um comentário